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13.12.07
[Mais] memórias de quando eu era pequena:
Uma coisa que eu adorava fazer quando era pequena era dizer que ia fugir de casa para sempre. Achava que meus pais iam ficar super magoados e que iam acreditar plenamente nisso. Arrumava minha mochilinha com as coisas mais idiotas do mundo e ia pro portão. Na verdade meu desejo real era fazer aquela trouxinha de pano presa num pedaço de pau, igual a do patinho feio. Mas eu gostava da minha mochila.
Acho que é bem normal as crianças fazerem isso. Li recentemente um famoso livro infantil em que o protagonista se utiliza muito desta prática. Fiquei mais tranqüila.
Minha mãe nunca acreditou que eu ia embora de verdade, mas o que incomodava é que ela não fingia acreditar. Acho que eu sempre vou fingir acreditar que meu filho vai fugir pra ele ficar feliz, embora isso seja meio desgastante.
Eu chegava a sair de casa sim, mas aí pensava pra onde eu ia e via que só tinha a casa da vizinha e que seria óbvio demais, e aí, não valia a pena. Então resolvia voltar, mas por precaução eu sempre pensava mais um pouco, caso um dia eu realmente precisasse fugir, aí eu pensava na casa da minha tia, que era uma meia hora andando. Eu era louca.
Manoux não conseguiu conter as palavras às 5:18 PM
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12.12.07
A verdade da vida é que estamos sozinhos e não podemos contar com ninguém mesmo.
Isso é o que eu penso às vezes. Esse meu lado discrente.
Em outros momentos eu penso que amizade é a coisa mais importante do mundo e que com os amigos podemos contar sempre. Afinal, temos que compreender os outros como eles são, todos tem o direito de errar.
Argh. Fim. Não tem fim esse dilema eterno.
Manoux não conseguiu conter as palavras às 11:38 PM
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